10 de março de 2008

Tecla PAUSE na poesia...apresentando minha primeira matéria do ano! Tudo de bom!

Alegría chega a São Paulo
Entre na Grande Tenda e conheça o novo espetáculo do Cirque du Soleil

Na penumbra da arena da Grand Chapiteau, ou Grande Tenda, chega o enigmático e imprevisível Fleur. Com trajes de gala, surge do meio da escuridão, olha para a platéia e com uma simples palavra dá vida a um novo mundo: Alegría.
As luzes se acenderam no parque Villa Lobos, onde está até maio o novo espetáculo que a consagrada trupe canadense Cirque du Soleil traz ao Brasil. Alegria, não é tão colorido como o espetáculo que visitou o país no ano de 2006, Saltimbanco, porém prende a atenção pelos números audaciosos e infra-estrutura. Somente o Grand Chapiteau tem capacidade para 2500 pessoas e exige 70 pessoas para monta-lo e desmonta-lo.
Ao se acenderem as luzes, Fleur e os músicos do espetáculo passeiam entre a platéia. Enquanto isso surgem na arena pelo menos um artista de cada número que conduzirá aquelas pessoas ao fantástico mundo de Alegria. Surge também a White Singer (Cantora Branca), com sua voz melodiosa e seu vestido extravagante, repleto de pérolas. Acompanhada da Black Singer (Cantora Negra), que representa sua outra personalidade, conta cantando tudo o que se passa no palco.
Todas as apresentações do Cirque du Soleil utilizam música ao vivo, para garantir que música e artistas trabalhem de modo mais sincronizado possível. A trilha sonora de Alegría, assim como as dos outros espetáculos da trupe, é bem eclética e já recebeu disco de platina duas vezes. A canção tema foi indicada ao Grammy no ano de 1996, na categoria de “Melhor arranjo instrumental com acompanhamento vocal”.
A nova turnê do Cirque du Soleil pelo Brasil começou em 15 de setembro do ano passado, na cidade de Curitiba. E bem antes disso, há nove meses atrás, Miyoko Yamazato, 64, já havia garantido seus ingressos. “Tudo foi marcante”, foi sua resposta ao ser perguntada sobre o que achou da apresentação, que ela assistiu no dia primeiro de março acompanhada dos familiares. Ela diz que o espetáculo atendeu a suas expectativas, mas se lamentou por algumas pessoas mais altas que sentaram à sua frente. “Quando o número era no alto, não havia problema. Mas quando era na arena...”, diz em meio ao riso.
Miyoko conta que se tivesse que escolher um momento do espetáculo como seu preferido, seriam os palhaços. Eles, assim como diversos outros personagens, permanecem no palco ao longo de toda a exibição, possuindo o papel principal em alguns momentos. Eles não falam, mas seus gestos, interações entre eles e com o público e paródias de números do show arrancam risadas de todos os espectadores. Entre estes mestres humorísticos, há um brasileiro: Marcos de Oliveira Casuo,33, há seis anos no elenco do espetáculo.
Ele não é o único da trupe que nasceu nestas terras. Camila Comin , que está às vésperas de completar 25 anos, também faz parte do Cirque du Soleil. Ela, que participou das Olimpíadas de 2004, abandonou a ginástica artística para se juntar ao grupo de sucesso mundial. Também representando o Brasil estão as irmãs gêmeas Carolina e Isabela de Moraes, que desde 2005 integram a companhia circense. Elas também já participaram de Olimpíadas, mas seu esporte era o nado sincronizado. Nenhuma das três faz parte do elenco de Alegria.
Eram cinco e meia da tarde de domingo quando Juliana de Oliveira Carneiro, 29, saía de casa para assistir Alegría acompanhada da mãe Eulália, 60. O espetáculo se iniciaria às oito horas, porém ela queria chegar a tempo de conhecer tudo ao redor da Grande Tenda. "Havia umas barracas que vendiam perucas e máscaras muito lindas. Pudemos tirar fotos com elas", diz. E ficou só fotografando mesmo. De acordo com a comissária de bordo, os itens promocionais do Cirque du Soleil são bem caros. "Comprei apenas duas canecas. A camiseta mais barata custa R$80,00", lamenta.
Os assentos se classificam entre setores, VIP e Premium, sendo que estes últimos ficam bem em frente ao palco principal. E foi ali, na primeira fila, que Juliana estava sentada acompanhando o espetáculo. "O bom de sentar ali é que os artistas interagem muito com você", conta, recordando um momento do espetáculo no qual fez inveja de seus cabelos a um Nostalgic Old Bird (Velho Pássaro Nostálgico), um dos personagens do espetáculo. Como números marcantes, ela elege "Russian Bars", que consiste em saltos arriscados sobre barras apoiadas nos ombros de outros dois integrantes do número, e "Aerial High Bar", que envolve um grande trapézio.
O espetáculo segue! Com um número mais fascinante que o outro, Alegria contagia a cada uma das pessoas da platéia. Dentre elas, Débora Morais Bezerra, 42, que havia comprado seus ingressos e ido de Guarulhos até o Grand Chapiteau para ter um passeio diferente em família. “Vale a pena o investimento. A produção é impecável e a organização do espetáculo é muito boa”, diz. Além dos palhaços, Débora cita o número “Power Track”, que envolve saltos em camas elásticas, como as melhores atrações em meio ao fabuloso espetáculo.
A White Singer começa a cantar Alegría. A apresentação se encaminha para o final. Todos os artistas reaparecem e o único som além da música é a explosão de aplausos. Nesse momento, muitas pessoas aproveitam para tirar fotos dos integrantes do grupo, mas vale lembrar que essa prática é proibida desde o instante em que se entra na Grande Tenda, podendo causar apreensão da máquina fotográfica e expulsão em caso de insistência.

Um pouco do passado

O Cirque du Soleil nasceu em 1984 na cidade de Montreal, Canadá. Ele possui tanto espetáculos itinerantes (como Alegria e Saltimbanco) quanto fixos, como O, em Las Vegas. Atualmente quinze espetáculos do Cirque de Soleil estão viajando pelo mundo. Quidam, atualmente em turnê pelos Estados Unidos, será o próximo a vir ao Brasil.
Alegria foi criado em abril de 1994 em comemoração aos dez anos de Cirque de Soleil.Traz vários temas como pano de fundo, dentre eles as primeiras famílias circenses que cruzavam a Europa, o mau uso do poder político e o falso poder da antiga elite, representada no palco pelos Nostalgic Old Birds . Seus personagens se vestem como mendigos, velhos aristocratas e crianças. Não existem narrações ao longo do espetáculo e, de acordo com o fundador da trupe Guy Laliberte, isso permite que a platéia interprete o espetáculo da maneira que quiser. Do elenco de 1994, apenas três artistas permanecem até hoje, tendo no currículo quatro mil apresentações.
A originalidade e a habilidade de todos os artistas renderam ao Cirque du Soleil um elevado status na indústria do entretenimento em poucos anos. Isto se reflete financeiramente, afinal mais de 60 milhões de pessoas ao redor do mundo já assistiram a pelo menos uma de suas apresentações. As vendas anuais de ingressos ultrapassam os 450 milhões de dólares.

Serviço

Para quem não quer perder a oportunidade de ver Alegria, o espetáculo continua em São Paulo até o dia 4 de maio. Os ingressos têm preços variando entre R$130 e R$400, estudantes não pagam metade do valor, e podem ser adquiridos no próprio parque Villa Lobos, nos pontos credenciados e pelo site da Ticketmaster. O valor do estacionamento fica na faixa de R$20,00.

Artista do número "Manipulation", que mistura ginástica artística e contorcionismo

6 comentários:

Gu Japinha disse...

Putz, eu adoro eles... pena que é mto caro... mas vale a pena... afinal, temos de ter ALEGRIA... rs
bjaum pra ti
ps: tem recado pra vc no meu blog, passa lá. ;-)

fernando disse...

HÁ!
JAH TINHA LIDO A MATERIA ANTS D TD MUNDO!!!

D y a n e P r i s c i l a disse...

Adorei sua matéria, como sempre escrevendo muito bem.
Passou as informações, primorosamente!


Beijão!

Rainha dos Raios de Sol disse...

Não sei se eu ainda tenho serenidade para ir ver um espetáculo assim... mas é pura arte.

A vida é bela traz uma alegria que machuca. Como um tapa num rosto sorridente...

Vale a pena ver, o mais rápido possível!

Linda foto, beijos@!

Glísia disse...

Parabéns amiga, sua matéria ficou linda e muito profissional.

Rafael disse...

Excelente matéria Carol.
Me senti como se estivesse sentado na platéia da "Grande Tenda"
Orgulho do Mackenzie.